Você sabia que as baratas podem causar alergia?
Estilo News
02 de Março de 2015 às 09h16min
Você sabia que as baratas podem causar alergia?

94 fm

Causadora de repulsa, gritos e nojo, a barata pode ir além disso. O inseto também pode causar alergias nas pessoas. Isso se deve porque quando a barata morre, ela passa a ser parte constituinte da poeira.

O médico alergista e especialista da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia) Martti Anton Antila explica que como o Brasil é um país tropical, a quantidade de baratas é grande na poeira.

"Os sintomas de quem tem o contato com essa poeira, que tem a presença da barata, são muito próximos aos de alergia a ácaros, como coriza, espirro, coceira nos olhos e asma", diz Antila.

Dependendo do ambiente em que elas morrem, o corpo delas vai se decompondo, secando e vai se misturando com a poeira do local. É um processo natural de decomposição, como de qualquer outro animal, afirma o biólogo e vice-presidente da Aprag (Associação dos Controladores de Pragas Urbanas), Sérgio Bocalini.

"A barata possui alguns compostos no organismo que podem provocar processos alérgicos. E isso pode se dar com ela ainda viva, com a liberação de feromônios por onde ela passa. E quando existe a fragmentação pós-morte, se misturando com a poeira do ambiente, e alguém respira, essa pessoa pode ter uma reação alérgica em função da presença desses compostos", diz o biólogo.

Segundo Antila, a presença da barata na poeira não potencializa a alergia, ela apenas acrescenta um possível componente que pode desencadear a doença. "Quem tem alergia ao ácaro, pode não ter a barata e vice e versa".

Prevenção e tratamento

Para prevenir a presença do inseto na poeira do ambiente, o médico alergista Martti Anton Antila recomenda deixar o ambiente limpo e controlar a umidade do local, pois esta é proporcional a quantidade de ácaros do local.

"Quanto mais úmido o local, a quantidade de ácaros será maior. E a de baratas também, já que elas não gostam de ambientes secos", diz Antila.

Outro método recomendado pelo médico é recorrer a dedetização.

De acordo com Antila, o tratamento é similar ao dos ácaros, isto é, baseado nos sintomas.

"A pessoa pode desencadear uma conjuntivite, então é isso que será tratado, pois cada [sintoma] tem seu tratamento específico", afirma.

Outra saída é a imunoterapia, também chamada de vacina para alergia, onde o tratamento diminui a sensibilidade de pessoas que se tornaram alérgicas a determinadas substâncias. Neste caso, o paciente recebe doses dos alérgeno ao qual é sensível por um determinado período.

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