Puccinelli continua como principal nome do PMDB para 2018, diz Mochi
Estilo News
16 de Novembro de 2017 às 07h46min
Puccinelli continua como principal nome do PMDB para 2018, diz Mochi

Campo Grande News

Mesmo depois da prisão preventiva do ex-governador André Puccinelli, durante a quinta fase da Operação Lama Asfáltica, ele permanece como principal aposta do PMDB para as eleições de 2018. A informação é do deputado e presidente estadual da sigla, Junior Mochi.

Beneficiado por liminar do desembargador Paulo Fontes, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Puccinelli será convidado a participar, na quinta-feira (16), de reunião da executiva do partido. Caberá a ele decidir se assume a presidência e se será candidato, segundou diz o atual presidente da legenda.

“Vamos ter uma conversa sobre sua manutenção na presidência da executiva ou se elege o novo diretório na convenção de sábado e depois a comissão executiva”, explicou Mochi, ao reforçar que “hoje o partido tem no André a principal liderança e nome para 2018”.

Ao avaliar o impacto das investigações em uma futura candidatura, o atual presidente do diretório disse que o “episódio” deve ser avaliado com cautela e medido por pesquisas de opinião, sem que haja nessas reflexos do “calor do impacto” das denúncias e prisão.

O ex-governador estaria envolvido em suposta organização criminosa que, conforme a Polícia Federal, causou prejuízo de R$ 235 milhões aos cofres públicos. Em sua quinta fase, a Lama Asfáltica recebeu a alcunha de Papiros de Lama e teve por base a delação premiada de Ivanildo da Cunha Miranda, empresário e pecuarista operador do esquema de propina.

Não é a primeira vez que Puccinelli é alvo desta operação. Na fase passada, a Justiça determinou a colocação de tornozeleira eletrônica no peemedebista, que foi governador por duas vezes (2007 a 2014) e tinha planos de se candidatar novamente em 2018.

Prisão - As investigações da Polícia Federal apontam R$ 235 milhões em desvios e que o ex-governador era quem comandava o esquema de recebimento de propinas, cujo operador era Ivanildo Miranda, pecuarista que delatou Puccinelli à Justiça.

Além de Puccinelli e o filho, Jodascil Gonçalves Lopes e João Paulo Calves foram presos de forma preventiva, que é a detenção que dura por tempo indeterminado. Ontem à tarde, em audiência de custódia, a Justiça Federal determinou a continuidade das prisões.

Conforme o advogado que defende Jodascil e João Paulo, André Borges, ainda está sendo avaliado se o pedido de revogação da prisão de seus clientes será direto na Justiça Federal ou no TRF (Tribunal Regional Federal), instância superior.

O advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que também representa Puccinelli, entrou com habeas corpus para revogar a prisão do ex-governador e de André Puccinelli Júnior. O pedido foi protocolado no TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, instância superior à Justiça Federal, que determinou as prisões preventivas dos dois.

Conforme consta no processo do Tribunal Regional, o responsável por analisar o habeas corpus será o desembargador Paulo Fontes. Pedido foi anexado na tarde de terça-feira.

Os Puccinelli passaram a noite na cela 17 do Centro de Triagem, que já “hospedou” presos conhecidos, como o procurador aposentado Carlos Alberto Zeolla, o ex-deputado federal Edson Giroto (preso justamente em fase anterior da Operação Lama Asfáltica), o ex-prefeito Gilmar Olarte e o empresário João Amorim.

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